14 de set de 2017

Polêmica sobre Saneamento na Porto Alegre de 1901

Documentos integrantes da publicação-1901:

Conferência proferida pelo Dr  Victor de Britto na Sociedade de  Medicina sobre saneamento –sobre o Projeto  de Esgotos da Comissão de Saneamento da Intendência Municipal-  Conferência  do Dr Ricardo Machado  em resposta ao Dr Britto- Réplica do Dr Britto- artigos publicados no jornal A Federação,dos engenheiros Francisco Lopes e Dario Pederneiras, da  Comissão de Águas e Esgotos,em resposta ao Dr Ricardo Machado (sobre o reservatório sanitário)

Assunto:Utilização de um “dissolutor automático” no processo de saneamento da cidade de Porto Alegre,como parte do Projeto de Esgotos da Comissão da Intendência Municipal.

Polêmica entre médicos e engenheiros sobre a eficácia do sistema.






 Esta publicação faz parte do acervo do Gabinete do Prefeito (documentação da Intendência e da Prefeitura) e está disponível,em pesquisa presencial,no  horário de atendimento do Arquivo Histórico:8h30min às 17h30min, de segunda a sexta.



31 de ago de 2017

Giba Giba,Cidadão Emérito de Porto Alegre

Exposição de Motivos e Projeto de Resolução que concedem o título honorífico de Cidadão Emérito de Porto Alegre a Gilberto do Amaro Nascimento, o “Giba Giba”.

Estes documentos tratam da apresentação da Exposição de Motivos, Processo n.º 1807/91, e Projeto de Resolução n.º 29/91 à Câmara de Vereadores de Porto Alegre, visando à concessão do título de Cidadão Emérito de Porto Alegre a Giba Giba, pelo então vereador João Motta, no ano de 1991. O título foi concedido através da Resolução n.º 1116/91.
Gilberto Amaro do Nascimento, o “Giba Giba”, negro, gaúcho, foi um grande músico e representante das causas populares, sobretudo através das manifestações artísticas. Auxiliou na criação da primeira escola de samba de Porto Alegre, a Academia de Samba Praiana, tendo também desempenhado papel fundamental na recuperação e valorização do instrumento musical do Sopapo, tambor próprio do sul do Brasil, utilizado durante muito tempo nos carnavais em Pelotas. Através do instrumento, conseguiu valorizar parte da cultura e da memória afro-gaúcha, demonstrando a diversidade produzida por aqueles que forçosamente vieram para o sul do Brasil, através da singularidade do tambor do Sopapo.
Ligado aos movimentos negros, foi assessor de assuntos afro-açorianos da Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre. Nascido em Pelotas, no ano de 1940, faleceu em Porto Alegre, no ano de 2014, sendo reconhecido amplamente por sua trajetória de prêmios, homenagens, e lutas pelas causas dos movimentos negros e populares.


















Estes documentos integram o acervo da Secretaria Municipal da 

Cultura e estão à   disposição dos pesquisadores no Arquivo 

Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho nos seguintes dias e 

horários:



Segunda a sexta-feira, das 8h30min às 17h30min, sem fechar ao 

meio-dia.

17 de ago de 2017

PLUTOCRATAS,DISTRIBUIÇÃO DE MULHERES E EXPANSÃO URBANA

            




        No dia 22/05/2017,o Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho recebeu a publicação Plutocratas, Distribuição de Mulheres e Expansão Urbana, de Aldovan 
de Oliveira Moraes.



Abaixo, segue o resumo informativo do trabalho, feito pelo próprio autor:


“Este trabalho tem como objeto de investigação loteamentos produzidos nos séculos XIX e XX que propiciaram a expansão da cidade de Porto Alegre além do portão e da península. Apresenta a formação dos arraiais da Baronesa, Bela Vista, Boa Vista, Glória, Leão, Menino Deus, Navegantes, Partenon, São Domingos , São João, São José, São Manoel, São Miguel, São Pedro, Teresópolis e Theresopolis. As primeiras empresas loteadoras são descritas com seus incorporadores, acionistas ou sócios e os empreendimentos por elas realizados em regiões diversas do município. É desvendado o entrecruzamento dos vínculos parentais dos incorporadores, acionistas ou sócios de empresas loteadoras com famílias proprietárias de sociedades comerciais e industriais.”(MORAES, Aldovan de Oliveira, 2017)







10 de ago de 2017


Arquivo Histórico  participa da  


Semana em comemoração ao 


Dia do Patrimônio.


 Confirma a programação: 

 14 a 18 de Agosto de 2017.


A Coordenação da Memória Cultural organizou uma série de atividades em comemoração ao dia do Patrimônio Cultural, 17 de Agosto. Durante a próxima semana ocorrerão, entre outros eventos, visitas guiadas, exposições e palestras. Todos os eventos são gratuitos e requerem agendamento prévio. 

Agendamentos pelo e-mail:
graciela@smc.prefpoa.com.br ou,

pelos telefones 3289-8040 e 3289-8017







 





O Arquivo Histórico Moysés Vellinho recebeu a visita da Equipe do Jornal Metro - no dia 03.08.2017, eles elaboraram uma reportagem sobre a digitalização da documentação do per período Câmara Colonial e Imperial - datados de 1764 a 1889. Atualmente a documentação pode ser acessada presencialmente no Arquivo, em breve o pesquisador poderá acessá-lo virtualmente, quando da finalização do projeto. 



https://www2.metrojornal.com.br/pdf/assets/pdfs/20170807_PortoAlegre.pdf?v=a

2 de ago de 2017

ASSINE O ABAIXO-ASSINADO CONTRA A QUEIMA DE ARQUIVOS !!!

Queima de Arquivo Não!

Movimento contra o Projeto de Lei da "Queima de Arquivo" (PL 7920/2017, antigo PLS 146/2007), que coloca em risco os documentos públicos e o patrimônio arquivístico brasileiro

O Projeto de Lei nº 7.920/2017 (PLS nº 146/2007), elaborado pelo senador Magno Malta, do Partido da República (PR-ES), dispõe "sobre a digitalização de documentos em mídia ótica ou eletrônica [...]" e prevê a eliminação de documentos após a digitalização.

A eliminação dos documentos públicos se dará por processo de incineração, pela destruição mecânica ou por qualquer outro procedimento que assegure a DESINTEGRAÇÃO do documento.

Ao legalizar a destruição dos documentos originais após sua digitalização, a garantia de autenticidade dos documentos públicos poderá ser duvidosa e discutível, impossibilitando futura verificação no caso de suspeita de fraudes, o que pode ser considerada uma verdadeira "queima de arquivo".

Nesse contexto, comissões e grupos como a Comissão da Anistia, a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e o Grupo Movimento Tortura Nunca Mais, que tem por objetivo cobrar do Estado reparações em relação à a execução de ações autoritárias contra os cidadãos, violando os direitos humanos, bem como outros movimentos que lutam pela transparência pública e combate à corrupção, como a Auditoria Cidadã da Dívida, correm o risco de terem os seus trabalhos comprometidos, visto que dependem de documentos autênticos e confiáveis para a execução de seus trabalhos. Além disso, o Projeto pode impedir que a investigação de escândalos políticos e econômicos que assolam o nosso país tenham continuidade diante da possibilidade da falta de provas.

O PL 7.920/2017 (PLS 146/2007), se aprovado, imputará sérios danos à sociedade brasileira ao extinguir a função de "prova" dos documentos públicos. Suas justificativas, calcadas na "redução de custos, aumento da transparência, aumento da acessibilidade à informação, sustentabilidade ambiental, facilidade de manuseio e recuperação, e redução de espaço físico para Arquivos" se tornam falácias quando analisadas sob os preceitos da gestão de documentos, da preservação de longo prazo e preocupações relativas à presunção de autenticidade dos documentos.

Ademais, sem especificar qualquer pré-requisito técnico, o Projeto permite que empresas privadas e cartórios realizem operações como a digitalização e certificação de documentos públicos, fator que além de onerar ainda mais os cofres públicos, não apresenta a mesma garantia e segurança quando as atividades são realizadas por servidores públicos especialistas na gestão e preservação de documentos.

A existência de documentos digitais imputa a necessidade de investimentos constantes no ambiente tecnológico de produção, gestão, recuperação e preservação de tais registros. Assim, a sugestão de que o proposto no PL 7.920/2017 (PLS 146/2007) geraria uma economia de recursos não é verdadeira, já que a segurança dos documentos digitais e sua proteção a longo prazo vincula-se à disponibilização de somas consideráveis de recursos públicos.

A partir do exposto, é possível inferir que a categoria profissional dos arquivistas pode ser prejudicada, visto que tiram a responsabilidade da gestão dos documentos destes profissionais e transfere para empresas especializadas em tecnologia da informação.

Várias entidades, representando arquivistas, historiadores, cientistas sociais, antropólogos, pesquisadores e profissionais que atuam em arquivos e na preservação do patrimônio documental já manifestaram contrariedade à aprovação do Projeto.

Diante do exposto, consideramos que o PL 7.920/2017 (PLS 146/2007) apresenta graves ameaças à transparência pública, à gestão e preservação dos documentos, bem como à preservação da memória e solicitamos seu imediato arquivamento.

ASSINE AQUI:
https://www.change.org/p/congresso-nacional-queima-de-arquivo-n%C3%A3o?recruiter=738596428&utm_source=share_for_starters&utm_medium=copyLink

Blog do movimento Queima de Arquivo Não!

http://queimadearquivonao.webnode.com/

Para acompanhar a tramitação do PL

Este abaixo-assinado será entregue para:

Câmara dos Deputados



27 de jul de 2017

Arquivo Histórico Moysés Vellinho digitaliza 

documentos dos períodos colonial e imperial



Cerca de 170 livros e centenas de documentos dos períodos colonial e imperial, relacionados à vida e administração da capital e do Estado, estão sendo digitalizados pelo Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho. Datado de 1764 a 1889, o material reúne deliberações administrativas, financeiro-econômicas e judiciais dos períodos do Brasil Colônia e Brasil Império e retratam a forma de descentralização da gestão nestes períodos, entre outros fatos.  
 
São correspondências, registros de eleições, registros de nomeação, livros-caixa, processos judiciais e até registro de marcas de gado, além de atas de vereança e outros documentos referentes à Câmara Rio Grandes de São Pedro (1764 a 1809) e de Porto Alegre (1810 a 1889).  O projeto de preservação e acesso a esses documentos foi apresentado ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Arquivos Ibero-Americanos em 2015, de onde recebeu suporte financeiro, e teve início em maio deste ano.

A meta é ter 100% do material digitalizado até fevereiro de 2018, organizado e disponível para consultas online. Com isso, explica Vera Lúcia dos Santos, diretora do Arquivo Histórico Moysés Vellinho, além de facilitar o acesso e ampliar o número de pessoas que poderão estudá-lo, não será mais preciso manusear a documentação, evitando danos ao acervo. 

 “Passamos da metade do trabalho, creio que temos 60% do projeto já digitalizado, São documentos importantes e bastante procurados por estudantes de história, por exemplo, mas também por alunos e professores de muitas outras áreas, que agora poderão acessá-lo de qualquer lugar”, comemora Vera.

O projeto, complementa a atual diretora do Arquivo Histórico, teve início em 2012, ainda na gestão de Rosani Feron, e resultou no Guia de Fundos, que pode ser acessado no endereço http://bit.ly/2h3eZel.


 

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